Já não há dinossauros, só galinhas

Os dinossauros estão extintos, mas não estão esquecidos. Ao que parece eles não encaixam na célebre frase de Matheus Scutasu: “Quem não é visto não é lembrado”. Aliás, a nossa curiosidade permanece, a investigação continua e quer saber-se mais acerca do jurássico, mesmo sem nunca o termos visto.

Mas o que é que dinossauros tem que ver com Relações Públicas? Vendo tudo isto como uma analogia, quem diz Tiranossauro Rex ou Pteranodon pode dizer Edward Bernays ou Ivy Ledbetter Lee.

O que é que eles têm em comum?

Certamente que não é o léxico dos nomes. Mas para as Relações Públicas da atualidade, o séc. XIX e XX destes norte americanos, já são da era jurássica.

Foram ficando umas espécies pelo meio, como o James Gruning, para contar a história.

Em pleno séc. XXI sobrevivem as galinhas, um bando que coexiste num galinheiro, onde umas vão sendo comidas, outras não passam de frangos e onde há meia dúzia de galos engalfinhados uns nos outros.

No entanto, no meio de tudo isto, não foram as espécies que se revelaram desatualizadas. Continua-se a falar de dinossauros como se continua a falar de galinhas. Continua-se a ver galinhas no quintal da vizinha e se calhar ver um dinossauro não seria assim tão descabido. Mas há coisas que, por mais voltas e reviravoltas que levem, já não têm forma de se enquadrar no nosso quotidiano. E não é por serem grandes, como dizem ser os dinossauros, é porque a Era é outra e o mundo não é outro, mas é só um: o global.

Comunicação “one-way” ou “two-ways”? Simétrica ou assimétrica? São teorias que hoje seriam a sentença de morte de qualquer plano de comunicação. Já para não falar que, no “jurássico”, falar de social media seria como para nós falar em extraterrestres.

Ainda assim, este “jurássico” de que falamos permanece atual em alguns aspetos, e ainda bem. Comunicação com os media tradicionais, press release e propaganda (associada à campanha política) são apena alguns exemplos disso mesmo.

A Era mudou, mas o propósito e a importância das Relações Públicas mantém-se. Mesmo que tenhamos de ser mais uma galinha no galinheiro.

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