Uma década e meia de Social Medial

O Facebook comprou o Instagram que já não é “insta” – #tbt -, bem como o WhatsApp assim que este se tornou o canal onde são enviadas e partilhadas mais fotografias diariamente. O Snapchat assinou a sua sentença quando se recusou a vender por 3$milhões e foi imediatamente ultrapassado pelas instastories, que hoje também estão no Menssenger do Facebook.

Um autêntico rebuliço!

Em 2002 era lançado o Friendster, em 2003 o Linkedin e o Myspace, em 2004 o Facebook e o Flickr, em 2005 o Youtube, em 2006 o Twitter e o Spotify, em 2007 o Tumblr, em 2009 o WhatsApp e o Foursquare, em 2010 o Instagram e o Pinterest, em 2011 o Snapchat e o Google+ e em 2013 o Vine.

Em 2014 o Friendster suspende o serviço “due to the evolving landscape in our challenging industry”.

Um frenesim de nascimentos de novos “espaços” virtuais. No nosso país, nos últimos 15 anos, vimos os social media a nascer e a taxa de natalidade a diminuir.   

Se quisermos tentar perceber este frenesim, olhemos para o crescimento exponencial do fourth screen  – smartphones, tablets, etc. -, que nos permite hoje ter na ponta do dedo e na palma da mão, aquilo que tínhamos apenas quando chegávamos a casa e nos sentávamos ao computador.

Este desenvolvimento permitiu aos social media oferecer aos utilizadores vários tipos de experiência e de interação que podem coexistir num único dispositivo e em tempo real.

É como uma cadeia alimentar em que no fim estão os utilizadores.

Se os social media ganharam sustentabilidade com o crescimento do fourth screen, este ganhou sustentabilidade com a adesão dos indivíduos. Tornámo-nos produtores de conteúdos – “People creating stuff to build their own reputation”– e somos livres de decidir o que é para nós credível e quais os conteúdos que nos interessam.

Ao contrário da maioria das discussões, não foram os social media que nos influenciaram, fomos nós que influenciámos os social media. Foram os nossos conteúdos, o tipo de utilização que fizemos e até a horas a que fizemos.

Se não tivéssemos enviado tantas imagens pelo WhatsApp, o Facebook nunca teria tido interesse em comprá-lo.

As plataformas de social media não morrem. Surgem, afirmam-se e são substituídas por outras. São exceção aquelas que se renovam, tornando-se as suas próprias substitutas.

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